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Salada de frutas (massagem no ego....)
Um pedaço grande, outro pequeno, um docinho, outro azedo, um ácido, outro maduro. Combinados, suas diversidades se transformam em sabor inigualável, perdem o gosto único, mas ganham a complexidade do todo. É possível sentir cada um, mas percebe-se que assim fica muito melhor. Estou salada de frutas. Misturado. Mas muito, muito gostoso! ....
Degustado por Somalier às 12h21
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Água
Estou buscando respostas, desbravando novas situações. Conjecturando, fiz analogias com a água. Transparente, necessária, básica mas poderosa. Não quero ter formato definido, tomarei a forma do recepiente, mas reservo-me o direito de escorrer, evaporar, chover e voltar ao mar. ....
Degustado por Somalier às 15h59
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Onze minutos

Esse texto retirei do livro Onze Minutos de Paulo Coelho....
Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim um animal feito para voar livre e solto no céu, alegrar a quem o observasse. Um dia uma mulher viu esse pássaro e se apaixonou por ele. Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção. Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou, talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro. E sentiu-se sózinha. E pensou: Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.
O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola. Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: Mas você é uma pessoa que tem tudo. Entretanto, uma estranha transformação começõu a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir seu estilo de vida, foi definhando, perdendo o brilho. Ficou feio, e a mulher já não prestava atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava da sua gaiola.
Um belo dia o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens. Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido e a morte veio bater na sua porta. Porque você veio? Perguntou à morte. Para que você possa voar de novo com ele nos céus, respondeu a morte. Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais; entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo.
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Degustado por Somalier às 16h21
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Montanha-Russa

Horas de felicidades
Curvas acentuadas
Momentos de ambigüidade
Esperanças renovadas
Sobe e desce
Em alta velocidade
Busca ordenada
Pela tranqüila realidade
Só é gostoso se for assim
Subidas
Descidas
Chegada em fim ....
Degustado por Somalier às 16h29
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