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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English
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Sabor de Gente
 

Salada de frutas (massagem no ego....)

 

Um pedaço grande, outro pequeno, um docinho, outro azedo, um ácido, outro maduro.  Combinados, suas diversidades se transformam em sabor inigualável, perdem o gosto único, mas ganham a complexidade do todo.  É possível sentir cada um, mas percebe-se que assim fica muito melhor.  Estou salada de frutas.  Misturado. Mas muito, muito gostoso!

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 Degustado por Somalier às 12h21 [] [envie esta degustação]



Água

 

Estou buscando respostas, desbravando novas situações.  Conjecturando, fiz analogias com a água.  Transparente, necessária, básica mas poderosa.  Não quero ter formato definido, tomarei a forma do recepiente, mas reservo-me o direito de escorrer, evaporar, chover e voltar ao mar.

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 Degustado por Somalier às 15h59 [] [envie esta degustação]



Onze minutos

Esse texto retirei do livro Onze Minutos de Paulo Coelho....

Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim um animal feito para voar livre e solto no céu, alegrar a quem o observasse. Um dia uma mulher viu esse pássaro e se apaixonou por ele. Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção. Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.

Mas então pensou, talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro. E sentiu-se sózinha. E pensou: Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.

O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola. Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: Mas você é uma pessoa que tem tudo. Entretanto, uma estranha transformação começõu a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir seu estilo de vida, foi definhando, perdendo o brilho.  Ficou feio, e a mulher já não prestava atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava da sua gaiola.

Um belo dia o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.  Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.

Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido e a morte veio bater na sua porta. Porque você veio? Perguntou à morte.  Para que você possa voar de novo com ele nos céus, respondeu a morte. Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais; entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo.

 

 

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 Degustado por Somalier às 16h21 [] [envie esta degustação]



Montanha-Russa

Horas de felicidades

Curvas acentuadas

Momentos de ambigüidade

Esperanças renovadas

Sobe e desce

Em alta velocidade

Busca ordenada

Pela tranqüila realidade

Só é gostoso se for assim

Subidas

Descidas

Chegada em fim

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 Degustado por Somalier às 16h29 [] [envie esta degustação]

 
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