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Bougainvillea Speciemen

Outono, a estação da introspecção!
Domingo fui varrer meu quintal, um dos meus exercícios de meditação preferidos.
Cada cantinho oferece uma visão única da beleza da natureza, dos detalhes, do macro, do micro, das cores, e me mostra que tudo e todos estão interligados. Quando cheguei perto da minha primavera laranja (Bougainvillea sp) que sempre é a campeã de folhas espalhadas pelo chão, me deparei com uma cena bonita. Não só folhas, mas flores, em tons de amarelo e laranja ordenados em tal forma que pareciam ter sido postas lá por um decorador. Refletindo sobre o que via, notei que apesar de caírem aleatoriamente, formavam, vistas de cima, uma imagem encantadora. Que os tons, diferentes, quando combinados resultavam em algo único e especial. E não pude deixar de fazer uma analogia com nossas vidas, nossos problemas, nossos amores. E sem tomar conhecimento de minhas reflexões, minha primavera laranja segue crescendo, florindo, produzindo espinhos, enfeitando minha casa.
Antes de varrer, fotografei a cena para comparti-la com você...
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Degustado por Somalier às 15h21
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Perspectiva

O temporal desta madrugada destruiu varias regiões, alagou outras tantas e gerou um caos no já dramático trânsito de São Paulo. Mas lavou a cidade, afastando a nuvem escura e feia de poluição que cobria todos os lugares, sujando até os raios de sol que chegavam acinzentados até nós. Cicatrizou a terra seca e nutriu as plantas que insistem em florir, alheias a violência da cidade. Podemos sempre encontrar o lado bom das coisas. Por opção, por necessidade. Porque num mora a sombra, o medo. No outro a esperança, a felicidade!
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Degustado por Somalier às 14h27
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Dança do Ventre

Podóloga! Profissional exemplar. Sempre compenetrada, sempre gentil, sempre prestativa. Seus movimentos revelam atenção aos detalhes, sua delicadeza mostra que acredita que tudo deve ser perfeito. Assim tem sido por mais de três anos. Cada vez que a visito, saio melhor, animado, cuidado. Mas a fama tem seu preço, agendar um horário no final de semana já é difícil. Não houve maneira, tive que optar pelo primeiro horário da sexta-feira. Cheguei cedo, antes dela! Surpresa número um! Ela estava acabando de entrar e não trajava branco ainda. Vinha de jeans, uma blusa azul, e um cabelo longo, negro, cuidado, que nunca percebi por estar sempre preso na touca, ou em um coque. Em poucos minutos vestiu seu uniforme de trabalho. Calça branca, camisa branca, sapato branco, cinto branco. Recebeu-me com seu calmo sorriso, e começou seu ritual.
Após alguns minutos iniciamos nosso bate-papo despretensioso, falando das coisas cotidianas. Disse-me que havia visto a moto que eu lhe comentei na última vez, uma opção econômica para vir trabalhar (sempre me surpreendo com essa capacidade de guardar tantos fatos, de tantos clientes que passam ali a cada mês, e intercalam as conversas, suas vidas, suas estórias). Mas disse que antes de comprar a moto teria que comprar outro carro. Brinco e digo que peça a moto de presente ao esposo. Surpresa número dois! Ela diz, meio constrangida, que já não tem esposo. Que há um ano se separou. Disse que não comentou antes porque era difícil falar nisso sem chorar. Começamos a conversar sobre a separação, os filhos, a auto-estima, que ele ficou com o carro, a sensação estranha de tratar alguém com quem se convive por 15 anos como uma pessoa qualquer. Mas noto na fala que o pior já passou, que a alma começava a cicatrizar. E ousei perguntar se ela estava aproveitando para fazer algo que gostasse, que antes ela não fazia.
Surpresa número três! Dança do Ventre! Surpreendi-me por segundos, mas fui captando os porquês. Antídotos! A máscara do dia-a dia substituída pela máscara do mistério, das diferentes personalidades que habitam nossos corpos. O brilho dos acessórios, para afugentar o branco cotidiano. Os movimentos sensuais dos quadris, dos braços, das mãos, para exorcizar a alma dos dias sentados (honrados e queridos), das repetições. O cabelo solto, como um véu a mais, insistindo em ser rebelde, em aparecer. A música oriental, de ritmo intenso, pulsando, como deve ser o coração dos seres vivos, num crescente, provocando reações sincronizadas do corpo que acompanha quase em descontrole, culminando num orgasmo simulado, pelo prazer de estar vivo. E o fator surpresa, a vontade de ousar, superar, que habita a alma de todas sagitarianas. Uma hora reveladora esta que tive. Sempre admirei a profissional, agora também a mulher...
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Degustado por Somalier às 06h51
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Garrafa Térmica

Por fora, resistente, de plástico inquebrável. Por dentro, vidro fininho, espelhado. Se a completam com líquido quente, o mantém assim. Se o conteúdo for frio, assim o conservará também. Assim somos todos. Seres garrafa térmica! Protegemos nossas frágeis almas com nossos egos/capas resistentes. E retribuimos em igual intensidade energética o que nos é dado... ....
Degustado por Somalier às 15h52
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Janela

Abra a janela!
Para entrar a luz
Para arejar
Para sentir o perfume das flores
O frescor das manhãs...
Para que vejam a sua cara!
Para que saibam que esta lá
Para que sintam sua alma
Para que notem seu sorriso ou sua lágrima...
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Degustado por Somalier às 17h52
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8000 Hits

Que loucura, 8000 hits! Obrigado pela companhia. Me sinto assim, uma locomotiva saindo de um túnel escuro. Com muita força para levar o trem da minha vida adiante. Muito bom compartir todo esse sentimento com vocês. Beijos! ....
Degustado por Somalier às 16h25
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Gracias!

Gracias por la vida
Gracias por el amor
Gracias por la comida
Gracias por el dolor
Gracias por el viento
Gracias por el sol
Gracias por el lamiento
Gracias por el sotol
Gracias por la canción
Gracias por la dulzura
Gracias por el perdón
Gracias por la candura
Gracias por tenerme en ti
Gracias por haberme querido
Gracias por existir
Gracias por estar em mi camino
Gracias, gracias, gracias!
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Degustado por Somalier às 15h27
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