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Até breve!
(foto da Internet)
Enquanto o sol de punha, pessoas corriam na orla, outras tomavam chimarrão. Eu olhava para o horizonte, que mudava de tom a cada instante. O azul intenso do céu de Porto Alegre, tingido em tons laranja e vermelho. As nuvens em formatos surpreendentes! Bom rever minha terra, saber que está aqui quando eu precisar...
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Degustado por Somalier às 17h47
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Canela
Lembro-me das viagens que fazia quando criança às serras gaúchas. Meu tio-avô tinha uma casa de madeira linda (somos descendentes de alemães, casinha típica, com cortinas de tecido bordado, mesa de madeira, sofá em L, lareira, livro de visitas, várias coisas que me vem à memória enquanto escrevo) para passar os finais de semanas em um lugar maravilhoso no meio de araucárias. Claro que tudo então me parecia maior, como acontece com todas crianças. Lembro-me que ele vinha nos buscar de Kombi, o carro de família em 1966, e lá íamos todos, eu, minha mãe, minha avó, minha bisavó, minha irmã recém nascida, que virou xodó do meu tio-avô que só teve filhos homens, minha tia-avô, uma alemã baixinha mas muito charmosa e marcante e a índia bugre que era acompanhante de minha bisavó, encarregada de cuidar dela, nossa querida Chinoca. Lembro-me do frio, da casa marrom e creme, de ir com meu tio ligar a bomba do poço, do fogão à lenha, do banho em chuveiro de regador, do quarto de piso de madeira, onde dormia quentinho junto com minha Oma (avó). Lembro-me também do meu tio preparando um Hackepeter, ou steak tartar, na ponta da faca, que depois comíamos todos reunidos, contando estórias. O café, de bule, perfumava a casa pelas manhãs e o churrasco de costela que comíamos do lado de fora, no friozinho gostoso da serra, também ficaram marcados na minha memória. Hoje, quando visito Canela, ao avistar a bela igreja de pedra da cidade, que era referência para chegar na casa, recordo-me de todas essas cenas. E quando olho minhas filhas, identifico nelas traços dessas pessoas maravilhosas que já se foram, mas que contribuíram tanto para ser quem eu sou, nos valores que cultivo. Bom relembrar. ....
Degustado por Somalier às 05h25
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Na frente da livraria e editora O Globo, no centro de Porto Alegre, tremulam as bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. Duas grandes paixões minhas. Ultimamente o estado anda bem mais cuidado que o país. O perfil reivindicador do gaúcho é o principal responsável. Atento, político e acostumado a cobrar resultados de seus dirigentes, o eleitorado por aqui vota consciente e não costuma perdoar. Foi aqui também que Érico Veríssimo escreveu seus romances, Mario Quintana, seus poemas maravilhosos, Lupicínio Rodrigues compos suas canções de amor e dor. Intensidade, tradições, paixão, orgulho. Ingredientes fundamentais do ambiente diferente, moderno e orgulhoso de suas origens, do Rio Grande do Sul e sua gente. ....
Degustado por Somalier às 05h25
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Marco Zero
Porto Alegre, minha cidade. Regressei ontem à negócios e a reencontrei bonita, ensolarada, limpa, organizada, moderna. Coisas muito interessantes acontecem quando estou por aqui. Revejo lugares de minha infância, revejo parentes, aprecio a tranqüilidade do trânsito quando comparado a São Paulo, minha cidade do coração. Aqui, às margens do Guaíba, sinto o peso das minhas raízes. Neste lugar abençoado, vim ao mundo. A amo por ser minha cidade natal, por acolher-me em seus braços. Meu ponto de origem. Minha coordenada zero zero. Estarei aqui toda a semana. Vou aproveitar para publicar fotos desses lados. Começo por essa do rio Guaíba, zona sul da cidade... ....
Degustado por Somalier às 16h40
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Decolagem

Milha filha mais velha, vai hoje prestar o exame do ENEM em preparação ao vestibular de economia que se aproxima. Após a prova, volta em casa, pega a mala e vai participar da viagem de formatura do colégio. Uma semana em Porto Seguro. Sozinha!
À mãe e a mim, é chegado o grande momento. Todo o amor, dedicação, educação, limites, e acima de tudo valores, agora reunidos nessa mulher (e que linda mulher), criam o início da vida adulta. Vida com saúde, com personalidade, com a alma leve, boa, do bem. Não sinto apreensão. Sinto orgulho. Orgulho de trazê-la ao mundo e prepará-la para fazer dele um lugar melhor. Boa decolagem meu amor! Nosso aeroporto te espera de braços abertos na próxima semana para saber como foi seu primeiro vôo solo.
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Degustado por Somalier às 10h00
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Amigos

(foto retirada da Internet)
Tive o prazer de convidar para jantar, em minha visita recente à Salvador, amigos de muitos anos. Coisas simples como essas, revelam o valor da sincera amizade. O calor do abraço, o carinho da compania, a conversa levada a cabo sem que tenhamos que usar nossas capinhas de proteção. Podemos, com nossos amigos, ser quem somos, expor nossos sentimentos, oferecer ajuda e pedir por ela, sem constrangimentos. Eles têm o poder de nos fazer sentir em terreno familiar mesmo estando longe dele. Sua presença não precisa ser física. Eles moram no coração! ....
Degustado por Somalier às 11h31
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Festa

O “Sabor de Gente” atingiu hoje 14000 visitas. 14 é meu número de sorte! Multiplicado por 1000, nem se fala. Resolvi compartir essa foto que fiz no carnaval de 2002. Assistia o desfile com minha filha e esse dragão, com seu colorido maravilhoso, alegrou a noite. Hoje ele alegra com sua imagem meu blog, esse espaço tão querido, que me aproxima de gente que nunca conheci pessoalmente e de outras próximas e queridas que agora podem compartilhar mais do meu lado emocional. 14000 visitas! Quanta honra!
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Degustado por Somalier às 14h21
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Transparência

Essa parede separava dois corredores de uma grande loja. A imagem me atraiu. Hoje comparo a foto com as relações de um casal. Deve ser sólida, para agüentar as provas do tempo. Transparente, mas não totalmente para preservar a individualidade. Composta de diversas partes, cada uma com seu significado. Deve ser grande para absorver os impactos e frequentemente limpa para que brilhe. Mas lembrem-se sempre, é vidro! Quando duramente atingida, quebra, estilhaça... ....
Degustado por Somalier às 07h50
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Mais uma do alto

Essa foi um pouco antes da que publiquei ontem. O sol estava se pondo, mas ainda alto no horizonte. Tirei a foto quando as nuvens atravessaram o caminho. As montanhas abaixo ficaram com um tom marciano, meio alaranjado. No lado direito dá para ver a asa do avião. Sempre deixo a câmera à mão para surpresas como essa. ....
Degustado por Somalier às 08h48
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Altura

Tirei essa foto em 12 de fevereiro de 2004, chegando à cidade do México. Um por do sol diferente, tirado a 5000 metros de altitude. Um espetáculo inesquecível. E possível perceber as luzes da cidade que se aproximam. O escuro do chão divido do escuro do espaço por um espectro azul alaranjado. Vale a pena ficar olhando na janelinha do avião... ....
Degustado por Somalier às 13h46
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Velas
Eram muitas, parecidas. Mas as cores e o formato eram encantadores. Perguntei se podia fotografar e a senhora que as vendia disse que sim, mostrando-se surpresa. Tirei a foto e mostrei a ela o resultado. Ficou mais surpresa ainda ao ver no mesmo instante a imagem. Na tela ficou ainda mais bonito. Apesar de semelhantes, retratam a artesã. Fazer velas não é difícil. Mas expressar amor e sentimento em algo tão simples é. Fáceis de fazer, complexas na finalidade, iluminam o ambiente, guardam os mortos, aquecem a alma, enviam a prece, alimentam paixões. A artesã em seu sorriso sabe que não vende velas. Vende sua própia luz em pedaços...
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Degustado por Somalier às 07h09
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Lori Artesão
Sábado de sol. Depois do almoço em família numa churrascaria da região, nada como uma caminhada para queimar as calorias adquiridas. Minha esposa e minhas filhas toparam o programa, já não original, mas muito divertido, de ir passear em Embú das Artes, pertinho de casa. Adoramos andar pelos antiquários, ver móveis interessantes, quadros, gente. Levo minha câmera e consigo fotos surpreendentes. O destaque foi Lori, um artesão, que não havíamos notado antes. Ele e dois auxiliares faziam calangos, sapos, dinossauros, dragões e outros bichos com papel reciclado.
Ali, na frente de todos, páginas de revistas velhas, com o auxílio de fita crepe, cola e verniz, se transformavam em tubos, que viravam esqueletos e depois iam “engordando” com bolas de papel amassado. Os contornos eram dados com fita crepe. E assim, essas criaturas muito originais e coloridas iam tomando forma. Tão divertido como as peças era Lori, o criador. Visivelmente entusiasmado com seu trabalho, ensinava a quem quisesse a sua técnica (como se fosse fácil). Em suas mãos uma folha dupla de revista se transformava em uma vareta em questão de segundos. O mais interessante é que o acabamento da maioria das peças é obtido com folhas coloridas coladas. Não há pintura. Terminada, as peças são envernizadas para adquirir o brilho necessário. Lori dá aulas de sua técnica na periferia, faz sua parte. Minha filha ficou muito impressionada, com o trabalho e com o entusiasmo do artista. Ela que vai prestar vestibular para economia, percebeu a riqueza da atitude. Independente do lugar, da matéria prima, do mercado. O melhor ingrediente para o sucesso é o bom humor, a atitude positiva, fazer o que se gosta e perseverar. Coisas difíceis de aprender nas universidades. É preciso estar atento aos exemplos. Boas lições se aprendem assim, na vida, ao vivo, com os milhares de “professores” anônimos. O Dragão de Komodo da foto me chamou a atenção. Segundo Lori, consomem três dias de trabalho para que fiquem assim. Sempre vende todos que traz. Os turistas dizem que lembra “um tal de Gaudi”. Não sei se é desconhecimento, gênero ou estratégia de vendas, mas atingiu-me em cheio! Comprei o meu. E mais um calango verde amarelo e um tiranossauro irado...
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Degustado por Somalier às 10h42
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Lantanas

Flores simples, que nascem a meia sombra, em arbustos, as lantanas (Lantana Camara) surpreendem pela beleza de suas flores e pela quantidade de néctar que elas apresentam. Encontrada em vários tipos, são altamente tóxicas se ingeridas por gado no pasto, provocando lesões e até a morte do animal. No jardim, atraem beija-flores e borboletas em quantidades incríveis. Essa foto tirei a poucos dias e gostei do efeito. Ajustei a luz para obter um melhor colorido para as flores, e a borboleta, ao bater suas asas ficou assim. A natureza sempre apresenta seu contraponto. Doce e nutritiva para borboletas e beija-flores, letal para um animal muito maior. Na natureza, tamanho não é documento. ....
Degustado por Somalier às 05h29
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Dia da Independência

Estive em Brasília uma única vez. Fui discutir com um senador a implantação de um negócio em seu estado e buscava sua orientação para levantamento de uma linha de crédito. Marquei a audiência, fui atendido no horário, cordialmente e com atenção. Visitei a Câmera dos Deputados e o Senado Federal. Confesso que fiquei impressionado. Alunos de diversos estados, também em visita, paravam os deputados e senadores para pedir autógrafos. Parlamentares, em seus gabinetes, articulavam. Nas paredes, no túnel do Congresso Nacional, fotos dos presidentes passados, senadores e deputados ilustres, e citações enaltecendo a democracia e a liberdade. Saí dali entusiasmado com o que vi, orgulhoso. Fotografei a cidade e seus monumentos e o pavilhão nacional, enorme, majestoso. Guardo essas fotos com orgulho. Hoje, no aniversário da nossa independência, desejo ao meu país que os representantes do povo, por ele eleitos, que têm a honra de ocupar uma posição no Congresso, lembrem-se que somos uma nação de quase 200 milhões de pessoas. Que eles estão lá para que o exercício da democracia seja levado a cada habitante desse país. Um país que merece mais, muito mais do que hoje lhe é dado pela classe política. Que tenham caráter e coragem. Que sejam honestos e façam o que prometeram a seus eleitores. Chega de roubar, mentir, encenar. Estamos fartos de políticos corruptos. Brasil! Ao pronunciar esse nome, ao ver a bandeira, o hino, e seus filhos pela ruas, trabalhando, dando duro, sempre me arrepio. Pagamos impostos, vamos à luta. Senhores congressistas, façam o mesmo, por amor a pátria. Chega de roubalheira. Chega de pouca vergonha.
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Degustado por Somalier às 14h50
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Contraste

Os finais de semana estão ficando previsíveis. Recebi a revista Veja, e adivinhem? Denúncias vindas de Brasília! Desta vez o Severino Cavalcanti. Pedia propina ao dono do restaurante da Câmera. Não vou nem entrar no mérito, já que faz tempo que suas ações nos dão a entender o tipo de pessoa que esta no comando de nossos deputados. Pergunto-me até quando teremos que aturar tais barbaridades. E aí, no esporte, surpreendemos no basquete, e garantimos nossa presença no próximo mundial de futebol. Maravilhoso! Só que já não mais alienante, nem suficiente. O Brasil mudou, eu mudei, você mudou. Os filhos dessa pátria amada, mãe gentil, não vão mais engolir o lixo político. Não irão tolerar toda essa imundice. Cabe a nós dar o derradeiro jeitinho brasileiro! Nas próximas eleições vamos deixar claro o que queremos! A competência da seleção brasileira de futebol no trato da política. A virada do basquete na nossa integridade. “Sou brasileiro, e não desisto nunca”. E não vou desistir até levar gente séria e competente ao poder. Votei no Lula. Errar faz parte do aprendizado. Mas sei que eu e outros 52 milhões de brasileiros que o elegeram saberão responder nas urnas ao desempenho de sua administração. Peço desculpas aos que aqui buscam palavras inspiradas. Precisava desabafar para começar bem a semana. Convido a todos que fiquem vigilantes. Nosso futuro é brilhante, mas quem o lapida somos nós.
E as margaridas? Flores, sempre flores para mudar o astral...
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Degustado por Somalier às 07h24
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Cores

Essa foto tirei de um vaso no escritório. Flores que comprei e posicionei perto da janela para dar um colorido ao ambiente. E como muda. Parece que toda a energia se transforma e que coisas boas permeiam o ar. De vida curta, essa planta que não consegui guardar o nome, é de uma delicadeza impressionante. Cores marcantes, mas sem cheiro, alegraram o escritório por duas semanas. Desejo-lhes um sábado assim, intenso, colorido, feliz.
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Degustado por Somalier às 08h47
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Abstrações
Foto de Lucas Joerg
Sexta-feira! Quantas coisas cruzam as mentes nesse dia, quantos planos, quanta esperança. Mas é só um dia como qualquer outro. Nascimentos, mortes, amores, desamores, crimes, shows, arte, molecagem, missa, vento, sol, praia, sexo, poesia, chegadas, partidas. Não importa o evento, nem a magnitude. Ele terá a importância que você der a ele. Você pode tudo! ....
Degustado por Somalier às 12h13
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Orquídea 2
Os avós de minha esposa eram pessoas simples, muito queridos. Moravam em uma casinha no bairro do Jaçanã em São Paulo. Ele criava passarinhos, ela bordava paninhos de prato. Nos finais de semana sempre almoçávamos juntos. Macarrão, bolinho de carne, bife enrolado, salada. Ele tomava sua Caracú, e comia azeitonas que ela servia em um pratinho separado. Muito lindos, em sua sábia simplicidade. No fundo da casa havia um pomar pequeno, e em cada árvore havia pendurado um cacho de orquídea chuva de ouro. Ele partiu primeiro. Ela alguns anos depois. A casa foi vendida. Mas todas as mudas de orquídeas foram retiradas e transpostas à parte da frente do meu jardim, na entrada de casa, onde as retratei. Estão maiores, bonitas, e alegram nossas vidas ano após ano, trazendo sempre a lembrança dos dois que propiciaram a vida do meu sogro, minha esposa e minhas filhas. Isso só já os fariam reverenciados por mim. Mas apenas almas iluminadas seriam capazes de deixar uma herança tão maravilhosa. Flores! Saudades meus queridos, saudades...
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Degustado por Somalier às 06h31
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